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terça-feira, 28 de maio de 2013

A polícia e a carta de motorista

Aconteceu que meus amigos foram parados pela polícia. Tinham alugado o carro normalmente com a habilitação brasileira e estavam em pleno trânsito na René Levesque (é... aqui tbm tem trânsito, não como São Paulo, mas tem!), quando meu amigo inventa de pegar o celular na mão pra conferir a rota do gps. Foram 3 segundos, com o carro parado, mas o policial não deu trégua, pediu pra encostar...

Ele, como todo bom brasileiro, explicou que era recém-chegado e que na locadora disseram que ele poderia dirigir com a carta brasileira. Muito educadamente, o oficial disse que não, que ele até conseguia deduzir o que estava escrito lá porque ele falava espanhol, mas que os colegas dele não conseguiriam e, portanto, não era permitido.

Resultado: ele iria aplicar uma multa de cento e poucos dólares por "estar dirigindo no celular" e uma outra altíssima por estar dirigindo sem a carta internacional (ou traduzida), além de (agora que vem o pior) apreender o veículo por 30 dias, pelos quais ele continuaria pagando a locação.

Nem preciso dizer que ele ficou branco. Tentou argumentar, mas o policial estava irredutível, disse que ele não era turista, era residente temporário (estava com o visto de estudante) e, nessa condição, não poderia dirigir sem uma carta traduzida.

No fim, ele acabou fazendo muitas perguntas do tipo por que estavam aqui, por que escolheram o Canadá, como fizeram pra dar entrada na imigração, quais os critérios de seleção e coisa e tal, e acho que meu amigo agradou nas respostas porque ele acabou deixando passar. Disse que tinha 2 opções:

A) apreender o carro por 30 dias e aplicar as multas;
ou
B) esquecer que isso aconteceu, mas meu amigo tinha de providenciar uma carta traduzida urgentemente.

Ficaram com a B, claro. E, pra gente, fica a dica. Carta brasileira vale para o turista, para o residente temporário ou permanente é preciso a tradução, a permissão internacional pra dirigir ou a carta canadense. *

Ufa...ainda bem que eu fiz a minha! (leia mais aqui). Se bem que eu só ando de bixi, né?! :P

"Mon beau sapin" Mylène Rigaudie, ed. Casterman

*IMPORTANTE: Segundo a página do Saaq, a carta não é obrigatória (contribuição do Sandro). Vale ter essa página à mão pra poder argumentar com o guarda num caso desses. 

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