Tá certo que é ótimo morar no centro pra poder fazer tudo a pé, mas tem hora que a gente precisa de carro (principalmente pra ir na Best Buy, no Outlet, na Ikea...). Então, por que não?!
O sistema de covoiturage já é um sucesso e tá cheio de gente que pega carona pra viajar no Quebec! A senhora com quem eu morei em Verdun, como tinha carro, sempre que ia pra Trois Rivières se cadastrava no site pra levar alguém! Além de receber o dinheiro da gasolina, tinha com quem conversar o caminho todo... e voltava cheia de histórias pra me contar!
Lá também tinha um sistema de aluguel de carros, tipo um clube. Eu não me lembro o nome agora, mas era super popular
* a Camila lembrou! Chama Comunauto!!!
O negócio funciona mais ou menos assim: você paga uma taxa pra entrar pro "clube" e pode usar o carro quando quiser. Faz a reserva, pega o carro e depois devolve. A cobrança vem numa fatura mensal, de acordo com o tempo e o número de quilômetros percorridos. Bem melhor do que ter um carro mofando na garagem né?! Ou pagar estacionamento pra deixar um carro parado, que você nem usa.
Enquanto morava em Vancouver, sempre fui a favor de alugar carro só quando precisava mesmo. E em cidades grandes, como São Paulo, tem quem diga que sai mais barato pegar um taxi todo dia pra trabalhar, do que pagar pelo carro, gasolina, seguro, desgastes, impostos e estacionamentos!
Claro que depende do trajeto e da rotina de cada um, mas em muitos casos, acho que esse sistema tem tudo pra dar certo!Aqui no brasil, a gente meio que se acostumou a ter carro. É uma comodidade ter o veículo ali. E assim, passamos do carro da família, para cada um ter o seu carro. E, com isso, considerá-lo uma extensão de nós mesmos. Daí em diante, os exageros não param mais... começamos a equipá-lo com o que gostamos e com o que nossos amigos valorizam. Por fim, os carros viram acessórios ou símbolo de status para os outros. Psicologia barata? Pode ser! Mas é uma postura que eu quero muito mudar em mim.
Tá certo que, com filho pequeno, é bom ter um carro. A gente nunca sabe. Além disso, pra quem sempre comprou carro no Brasil, os preços do Canadá são difíceis resistir. Mas não custa testar as alternativas que eles oferecem. Se não pela economia, por uma postura mais ecológica. Pra construir um mundo melhor.
O fato é que Montreal já tem muita gente. E se todos esses imigrantes, que chegam com a mentalidade formada em seus países, quiserem comprar carros, a cidade vai parar! A nossa sorte é que o governo já está pensando nisso, renovando e melhorando o metrô, oferecendo mais bikes e trazendo iniciativas como essa do opus card!