As pequenas novidades diárias se embolaram e agora não sei muito o que contar. Logo agora que deveria estar cheia de assunto! Acho que passou a euforia e cheguei àquele estágio do "tá...e agora?". Enquanto não tenho as respostas, vou contar o que andei fazendo nas últimas semanas...
TÓPICO 1: FRANCISAÇÃO
Como o meu visto ainda não saiu, a única coisa que daria pra fazer aqui era estudar francês, mas as coisas não saíram bem como o esperado. Pra começar, eu tinha pago um curso de francês pra negócios e aulas particulares no YMCA, mas o curso foi cancelado por não ter alunos suficientes e a professora com quem eu gostaria de estudar está de licença até julho. Boa.
Resolvi, então, começar a francisação parcial, mas quase todo lugar que eu ia, diziam que eu não poderia estudar antes de ser aceita pela imigração. Até na feira de recepção ao imigrante, que oferecia cursos e oportunidades de trabalho, eu recebi essa informação!
E eu contestava: MAS EU LEIO BLOGS DE PESSOAS QUE FAZEM!!! E ninguém acreditava em mim. Parecia uma lenda urbana. Mas, SIM, é verdade, COMO TEMOS O CSQ, PODEMOS FAZER A FRANCISAÇÃO PARCIAL. Aliás, acho que é a única coisa à que temos direito!
Isto posto, vem o segundo problema: encontrar um lugar pra estudar...
A maioria dos locais que oferece a francisação pode ser resumida em escolas pequenas ou cegeps, e muitos nem sabem que temos direito a ela. Até encontrei um lugar, perto do metro Jean-Talon, mas este é meu plano B. Eu queria mesmo era estudar na Uqam ou, no máximo, no Cegep du Vieux-Montreal, dos quais todo mundo fala bem.
Mas as coisas não são tão simples assim. Fui à feira, como falei, e fui direto no stand da Uqam pra conversar com um senhor responsável pela área. Qual não foi a minha surpresa quando ele disse que lá não tinha francisação parcial, apenas um excelente curso de francês escrito que saía pela bagatela de 8 mil dólares para quem não é canadense. Eu expliquei que já tinha lido blogs de brasileiros que vieram só com o CSQ e estudaram lá enquanto esperavam o visto e ele me disse: "So I guess, they are no longer available. We don't offer them anymore". Ah tá. De chata que sou, perguntei: e se eu for lá pra falar com alguém da francisação, será que consigo essa informação? E ele: essa pessoa seria eu. :O
Fiquei com muita raiva. Era muito azar acabar logo agora. Adivinhem o que eu fiz? Fui lá na Uqam... hahahha... faro de jornalista. E cadê que o veinho tava lá?! Não tava!!! Devia estar vendendo curso de 8 mil dólares para outros recém-chegados. Acabou que tem, SIM, cursos part-time!!! Orais e escritos. Só que não adiantou muito porque as próximas turmas só vão começar em setembro.
Sem esmorecer, peguei minha bixi e fui para o Cegep du Vieux Montreal... também tinha, também começa em setembro. Boa X2.
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| By Camila =) |
TÓPICO 2: MORADIA
Outra coisa que fiz foi ver apartamento... não pra mim, já estou instalada (ufa!), mas para um casal de amigos que também veio e optou por ficar temporariamente num ap do studio meublé até encontrar um bairro com uma boa garderie para os dois filhos.
Começamos a busca pelo Plateau, lindo, que é o bairro onde estão instalados agora e pelo qual se apaixonaram, como todos nós mortais. O preço, pra variar, estava um pouco salgado, ainda mais por não ter garagem. Eles querem ter um carro, principalmente para o inverno, mas não gostam da ideia de "desenterrar"
Seguimos então para os aps do centro, que são mais novos, estilo high-rise e geralmente têm garagem*. *vcs sabiam que o povo compra garagem aqui no centro? No meu prédio custou a um dos proprietários nada menos que 73 mil dólares!!! E dizem que vale a pena, pois dá pra alugar depois. Uma mera vaguinha no meu prédio custa, em média, 200 dólares por mês! Ainda bem que eu não preciso de carro... afe!
| Downtown |
Vimos vários. Eu continuo gostando muito de uns condomínios perto da Rue de La Montagne, se bem que ali tem um subidinha chata pro centro e venta demais no inverno.
OBS: Nós até vimos um grande, padrão brasileiro, com ármários e tudo, mas custava 2500 dólares, vazio e sem máquina de lavar/secar no apartamento (!!). Sem contar que era velhinho, elevador capenga, tapete de hotel americano. Maaaas era em Outremont. Provavelmente estava incluída no preço a taxa de estar naquelas ruas lindas, tranquilas e ao lado do parque.
| Outremont |
Acabou que eles alugaram aqui no meu prédio mesmo. YAY! O corretor deu uma pressionada na minha opinião, usou o argumento de que as pessoas que iriam trocar de apartamento em julho deveriam ter avisado com 3 meses de antecedência e que, portanto, o que estava anunciado era o que estaria disponível. Não sei não, acho que ainda tem muito apartamento bom aparecendo no craigslist/kijiji. Mas eu adorei que eles vieram pra cá! ;)
A outra questão era a garderie. Tem uma aqui do lado mas custa 65 dólares/dia. Imigrante tem reembolso do governo (quase tudo), mas estudante não. O jeito foi entrar na lista de espera de para uma outra que custa 7 por dia.
De modo geral, a minha amiga achou que as garderies aqui são mais para as crianças brincarem, não têm muito o perfil de escolinha. Eles saem pra passear, vão a museus, fazem diversas experiências multiculturais e tratam as crianças com muita independência. Na hora do lanche, colocam a maçã na mesa e as crianças que se virem. Interessante, mas bem diferente do Brasil.
| Quem não gosta de brincar? |
TÓPICO 3: VIDEOS
Este é curtinho, só pra dizer que começamos a investir nos equipamentos e jajá vem novidades por aí! Aguardem!
Au revoir!
