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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Atualização de formulários

E quando a gente pensa que a tormenta passou...

Eis que chega um pedido de atualização do formulário IMM5669, depois dos exames médicos feitos e enviados! É pra dar um treco na pessoa que está esperando há 24 meses o processo federal, ou não?!

Após um mês da realização dos exames e sem conseguir qualquer contato com a Maura, resolvi antecipar a minha ida ao Brasil, de modo que dia 20 estava eu na fila do consulado, com a taxa federal paga e passaporte em mãos.

Chego lá e ela me diz que ainda não posso deixar o passaporte, que não tem previsão alguma, que Ottawa nem havia dado o ok e que havia uma ressalva de pedido de antecedentes.

Voltei pra casa arrasada. Em setembro eu perguntei se podia antecipar os antecedentes canadenses e ela me disse que não, que eles faziam isso. Em outubro/novembro saíram vários pedidos de exames médicos e tive certeza de que o meu não saiu por causa disso. Mas agora, meses depois, com exames feitos e enviados, a ressalva ainda está lá???

Fui deitar agoniada e lá pelas tantas, quando a internet resolveu funcionar, chequei meu email no celular e tinha um email do consulado, pasmem, enviado na mesma hora em que euzinha estava lá.

Pediram a atualização das questões 8 e 12 do 5669, que questionam suas últimas atividades e endereços. Aí caiu a ficha, viram que eu fui pro Canadá em 2013 e pediram pra atualizar. Nem consegui dormir. Estavam analisando tudo de novo...

Preenchi os documentos e enviei por email. No dia seguinte, fui ao consulado com o formulário completo e assinado. Perguntei pra Maura se não podia deixar os passaportes, cada ida até lá é uma grana de estacionamento, pedágio, gasolina... mas não, "ainda é prematuro."

Pedi pra verificar se Ottawa não havia dado o ok, faz tempo que meu ecas está em sono profundo. Foi aí que veio a surpresa, embora a clínica de Montreal tenha dito que enviou os exames no dia 03/01, eles só enviaram no dia 15/01!!! Quase um mês depois (fiz dia 18/12)!

Moral da história: os formulários estão lá, Ottawa não deu o ok e eu não sei se vou precisar verificar antecedentes. Meus amigos receberam esse pedido de atualização e, em seguida, o de antecedentes. Mas eles estão no Canadá há mais de 6 meses. Como eu fui com visto de turista e não passei mais de 6 meses nas minhas idas, existe uma pequena esperança de que não peçam.

Se pedirem, ferrou. Primeiro porque estou no Brasil e a verificação rápida é feita lá, com a impressão das digitais (leva de 1 a 3 semanas). Daqui, o consulado é quem pede. Segundo, porque vou voltar para o Canadá sem o visto de residente (tem gente com pedido de exames de outubro sem o pedido de passaportes).

Pra ajudar, eles resolveram pedir os exames médicos de todo mundo até 2013, mais de 200 processos segundo a tabela, e todos os que forem mais tranquilos de resolver vão passar na frente. Exame ok, pedido de passaporte. Ou seja, quem já morou no Canadá se ferra.

Justo, não? Toda a grana gasta com visto de turismo, estudos e com escolas de idiomas no Canadá só atrapalham. Muito bacana da parte deles.

E agora segue o endereço da clínica em Montreal que não envia os exames quando promete e ainda mente pra vc:

1665 Ste Catherine West, 3rd Floor,
beside Metro St Mathieu and Maisonneuve,
Quebec,
H3H 1L9 

A recepcionista é bem simpática e gentil #sqn

Desculpem-me pelo desabafo. Estou a beira de um ataque de nervos! Queria que saísse pedido de passaporte pra todo mundo e logo, mas já duvido disso, acho que virou um bolo só e que agora é questão de sorte... aliás, já passou da hora da minha dar as caras. 

Quem puder me dar uma forcinha no pensamento positivo, eu agradeço, porque sozinha não tô dando conta...

Um abraço!

ps: vou fazer um post sobre o pagamento da taxa e envio do passaporte pra quem tiver no Canadá, é que hoje eu precisava colocar isso tudo pra fora.


segunda-feira, 30 de julho de 2012

23 dicas para o bilinguismo

Uma amiga compartilhou o artigo abaixo e eu achei excelente, então resolvi reproduzir aqui. São 23 dicas sobre como educar um filho bilingue!


Brasil ou Brazil? Nossas crianças têm de escolher? 

 Por Regina Camargo e Eliana Elias 

Muitos pais nos pedem sugestões práticas para continuarem a apoiar o desenvolvimento da língua portuguesa dentro de casa. A verdade é que existem muitas formas de se fazer isso, e nem todas as estratégias usadas serão bem sucedidas em todas as famílias. Temos que considerar várias diferenças: nível educacional da família, temperamento das pessoas envolvidas, línguas faladas por outros membros da família, etc. Porém, entendemos que a formação de uma identidade cultural sadia e o desenvolvimento de relacionamentos positivos dentro da família são fundamentais para qualquer aprendizado. Portanto, longe de criarmos uma lista completa, estaremos dividindo algumas sugestões que nos ajudaram na formação da nossa abordagem educativa. 


 1- Faça um esforço consciente - A perda da língua materna ocorre na maioria dos grupos de imigrantes. Quando a criança é cercada por uma língua dominante, ela tende a desenvolver a preferência pela língua falada na escola, na rua e nos meios de comunicação. Famílias de imigrantes que querem apoiar o desenvolvimento da língua materna têm de fazer um esforço consciente para que isso aconteça. 


2- Cultive relacionamentos positivos - A língua não passa de um veículo para unir as pessoas. O ser humano nasce com o instinto natural de se comunicar, de compartilhar experiências com outros seres humanos. A base de todo aprendizado está no relacionamento. Relacionamentos positivos ajudam na formação de uma comunidade receptiva, que estimula a comunicação. 


 3- Mantenha a naturalidade - Muitos pais desistem de falar sua língua nativa quando seus filhos começam a responder na língua dominante. Outros se tornam militaristas, e forçam o uso do português dentro de casa, a ponto de transformarem as interações entre pais e filhos em algo extremamente negativo. O ideal é procurar um equilíbrio. A melhor forma de se cultivar a língua é criar um ambiente natural e positivo, onde nenhuma língua é proibida. 


 4- Crie um ambiente onde todos os membros da família possam conversar e trocar idéias - Muitos imigrantes levam uma vida muito corrida, sempre trabalhando muito. É preciso lembrar que a criação de rotinas familiares, como refeições, idas ao parque, passeios e eventos festivos formam a base da vida afetiva da criança. Temos que, deliberadamente, criar rituais onde os membros da comunidade possam achar oportunidades para comunicação diária. 


 5- Evite usar as crianças como intérpretes dos mais velhos - Crianças tendem a aprender a língua do país hospedeiro bem mais rapidamente que seus pais. Em muitas comunidades de imigrantes as crianças tornam-se tradutoras. Pesquisadores têm documentado os efeitos negativos que essas práticas, aparentemente inofensivas, têm na formação da identidade das crianças. Ter um papel de tamanha responsabilidade confunde a criança, que passa a ver os pais como incapazes. Essa mudança na hierarquia familiar traz problemas que são ainda mais visíveis nos adolescentes. Os pais que aprendem a língua dominante ou que procuram manter a hierarquia familiar intacta têm mais chance de manter um relacionamento sadio com seus filhos. 


 6- Crie oportunidades para a criação de projetos - Projetos simples, como pintar um quarto, fazer um bolo, escrever uma estória, costurar uma roupa ou confeccionar um carrinho de madeira, proporcionam plataformas para desenvolvimento de vocabulário rico e um contexto de aprendizagem novo e cativante. Crianças amam um projeto! 


 7- Veja as crianças como fontes de inspiração - Observe as ‘paixões’ das crianças e incentive essas paixões. Futebol? Animais? Música? Quase todos os assuntos tornam-se ricas fontes de aprendizado. 


 8- Fique atento aos ‘erros’ - Tente não se tornar a ‘polícia linguística’ de seus filhos. A correção excessiva dos erros pode inibir o desenvolvimento natural da língua. Porém, fique atento aos erros. Eles podem ser fonte de informação interessante… uma das estratégias efetivamente usadas é repetir a frase corretamente durante a conversa. Outra é simplesmente ‘guardar’ o erro e falar sobre ele dentro de um outro contexto. 


 9- Crie um ambiente linguisticamente rico - Incentive boa música, livros e oportunidades para conversar. Leia! Leia! Leia! A força da leitura não pode ser minimizada. Livros desenvolvem o vocabulário, a capacidade de compreensão, o conhecimento geral e a criatividade. 


 10- Use um vocabulário variado e fuja das palavras comuns - O fato de estarmos morando fora do nosso país faz com que as fontes de inspiração linguísticas dos nossos filhos sejam limitadas. Por isso devemos fazer um esforço contínuo para darmos a eles a experiência de um vocabulário variado. Por exemplo: ao invés de dizer simplesmente “Que sorvete bom!”, exagere, diga “Esse sorvete está extremamente delicioso… nunca provei algo assim… um manjar dos Deuses!”. 


 11- Use gestos e repetições - A linguagem corporal tem um valor muito grande dentro da comunicação. Use e abuse de gestos para criar um contexto onde as palavras possam se encaixar normalmente. Se a criança não entender algo, evite a tradução. Mude as palavras, explique de outra forma. Use a tradução somente quando extremamente necessário. 


 12- Crie contextos diferentes e divertidos - Passeios, shows, brincadeiras e jogos são ótimas formas de estimular a imaginação e o uso da linguagem. 


 13- Estimule a formação de uma comunidade - Crianças e adolescentes precisam de ‘espelhos’ que reflitam suas realidades. A conexão com outras pessoas que desfrutam de experiências similares estimula a formação de uma identidade cultural sadia. 


 14- Demonstre interesse pela leitura e pela beleza da linguagem - Crianças imitam o comportamento dos pais. Seja expressivo sobre seu interesse pela beleza da língua portuguesa. Leia para seus filhos, leia com seus filhos e leia enquanto seus filhos estejam observando você. 


 15- Faça um investimento em materiais educativos - Evite entrar nas armadilhas da sociedade de consumo! Busque brinquedos educativos e reusáveis. O ato de brincar é importantíssimo para a formação cognitiva da criança. 


 16- Evite atividades passivas - Crianças que passam muitas horas na frente da televisão ou do computador perdem a chance de interagir ativamente com outras pessoas ou com materiais educativos. 


 17- Construa ‘pontes’ de entendimento entre a escola e a família - Mesmo as famílias que não falam a língua dominante devem desenvolver um papel ativo na escola. Procure formas de participar da vida escolar de seus filhos. 


 18- Cultive orgulho pela nossa cultura, língua e costumes - Nossa língua está intimamente conectada com nossa cultura. 


 19- Evite ser excessivamente patriótico - Um grande número das crianças brasileiras imigrantes não retornará ao Brasil. Viver com essa realidade é entender o papel que temos na formação de crianças que têm aptidão multicultural. É importante cultivarmos a apreciação por TODAS as culturas e línguas que nos cercam. E também importante não colocarmos a cultura hospedeira e a cultura brasileira em competição. 


 20- Fale abertamente sobre as diferenças culturais - Explicações simples como: “No Brasil as pessoas se cumprimentam com três beijinhos e aqui a gente aperta a mão.” São mais descritivas que julgamentos como: “No Brasil as pessoas são mais calorosas, aqui todo mundo é tão frio!”. 


 21- Fale sobre o processo de aprendizagem da língua, tornando-o consciente - O processo de desenvolver duas línguas é às vezes complicado. Conversando com as crianças sobre esse processo podemos ajudá-las a desenvolver ferramentas para que elas possam melhor enfrentar os desafios. 


 22- Evite usar o português como forma de chamar a atenção das crianças - Temos que procurar construir laços positivos com o português. Por isso, usar o português somente para corrigir o comportamento das crianças não é recomendável. 


 23- Procure manter laços com sua família brasileira - A tecnologia nos disponibiliza muitas formas de continuarmos a ter contato com nossas famílias no Brasil. Telefonemas, cartas, e-mails e vídeos se tornam influências poderosas na formação das crianças. Meus filhos, por exemplo, adoram receber vídeos dos tios, tias e primos. Nesses vídeos, alguns membros da família contam estórias, outros leêm livros e outros simplesmente mandam recados. 


 ***O artigo acima foi publicado originalmente no site Contadores de Estórias 

sábado, 21 de abril de 2012

Francisation en ligne!

Já faz algum tempo que comecei a Francisation en Ligne (Fel), oferecida pelo governo, e estava esperando terminar um bloco pra escrever um post aqui. Acontece que eu tô demorando muito e talvez valha a pena trocar algumas informações pra ajudar quem está querendo usar... lá vai:

 Tudo começa com o recebimento do CSQ, só assim você passa a ter “direito” ao curso. Ele pode ser feito lá no QC ou online mesmo. Pra fazer “en ligne”, tem uma carência de 2 meses a partir da data de emissão do CSQ (eles parecem meio desorganizados com relação a isso, acho que vale a pena tentar antes!).

 Depois, é só acessar o site, com o número do CSQ em mãos, e fazer uma "demande d'admission". Importante: leve em consideração o teste dos requisitos básicos do seu computador, porque eu tentei  em 2 macs diferentes e não rolou (não sei se é regra, mas, mesmo fazendo as atualizações que o sistema pedia, não deu certo). Hoje eu faço o curso num PC fazer o quê?!

 Só sei que, como perdi muito tempo com isso, um dia acordei decidida a resolver a parada! Fiz o "Test de Classement" em 15 minutos (afobada, deveria ter aproveitado os 33 min. que a gente tem direito) e caí no nível 6, ou BLOCO 3 vai entender!. Engraçado, quando fiz a entrevista para o CSQ, o Sr. Leblanc disse que o curso era muito básico pra mim, já que estudei no Quebec por 6 meses. Mas, eu fui teimosa  fiz o teste mesmo assim e tá me acrescentando bastante, principalmente vocabulário e informação cultural! Dá vontade de acessar todos os blocos, mesmo os anteriores ao meu!

 Pelo que entendi, a ideia é a seguinte: se o seu nível for iniciante (1 ao 4) ou avançado (8 ao 12) o curso não é pra você... (viu? caí no meio, certinho!). Eu fiquei tão feliz em poder fazer o curso, que já fui logo me registrando! Só que quando tive de escolher entre as modalidades do curso - “standard” ou “autoformation” -, não sabia o que eram e perdi as interações com outros alunos e com o professor!!! O pior é que mandei um email pra trocar e eles acharam que eu queria me registrar, e ainda ficaram dizendo que não tem vaga agora. Só que eu já to fazendo o curso há 3 meses!!!

 Independentemente da escolha, só pra se ter uma ideia, cada bloco tem 4 módulos e são 7 atividades por módulo, com uma previsão de cerca de 2 horas para concluir cada atividade (eu acho um exagero, sempre concluo em 1h, mas tudo bem). Cada módulo trata de um tema para o imigrante, sempre com o objetivo de facilitar a integração. Mesmo já tendo morado em Montreal, é interessante porque as aulas trazem curiosidades sobre habitação, educação, emprego, lazer etc. E o melhor, cada módulo traz textos e áudio, pra acostumar o ouvido também. Um exemplo legal de exercício é um que mostra a diferença da pronúncia na França e no Quebec (é tipo a paulista e a carioca).

 Eu faço aula com caderno, dicionário e Becherelle do lado, mas talvez eu seja mto nerd. Mas é tranquilo, sem cobrança. Já quem faz aula com professor, tem de cumprir prazos, acompanhar classes virtuais a cada módulo e enviar trabalhos escritos. Ah! E eles pedem, no mínimo, 6 horas semanais. Ouvi dizer até que não se pode passar mais de 10 dias sem acessar a plataforma, sob risco de perder o acesso (será?!?). 

Em resumo, vale muito a pena, principalmente pra quem ainda tá no comecinho do processo e tem muita espera pela frente. Mas é preciso levar a sério! O que acontece é que muita gente acaba se desiludindo com a demora do consulado e resolve arrastar o curso também. Como eu, por exemplo! Agora, já pensou se a fila começa a andar sem parar e chega o combo antes mesmo de você acabar o curso? ;) Ahhh...C'est beau de rêver!

Pra encerrar, se algum leitor que participa do Fel puder contribuir com este post, ficaram 3 dúvidas:

1) O curso pode ser realizado em um Mac?
2) Dá pra trocar de autoformation para standard (ou vice-versa)?
3) É possível acessar blocos anteriores ao seu?

 A passarinha agradece!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Redução do backlog: agora ficou feia a coisa!

Pois é, saiu uma nova publicação do governo canadense... a medida mais dura até agora. Vão cancelar e reembolsar todos os processos anteriores a 28 de fevereiro de 2008. Ou seja, quem está na fila como skilled worker há mais de 5 anos, vai precisar entrar de novo com o processo, seguindo os novos critérios.

Link Globe and Mail
Link CIC News

Não sei nem o que dizer, a não ser dedicar a minha solidariedade aos passarinhos que já estão voando há todo esse tempo. Nem consigo imaginar essa dor.

É sofrido quando a vida nos obriga a recomeçar. Às vezes ela puxa o tapete e joga tudo pro ar, com um propósito que muitas vezes não nos cabe entender. Nada nos conforta, nem a ira, nem a tristeza. A verdade é que esperamos da vida um senso de justiça e tentamos desesperadamente enxergar por meio dele, entender infinitos porquês, mas nem sempre a resposta está lá.

Ouvi isso hoje, é do Guimarães Rosa:

"O correr da vida embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem"


Força passarinhada!

quinta-feira, 22 de março de 2012

Mudanças pra pedir o CSQ!

Enquanto a cartinha não chega, só me resta acompanhar os blogs e fóruns sobre a imigração... e ver que o processo está cada vez mais difícil!!! Foi publicada uma nova mudança pra quem ainda não tirou o CSQ:
De 20/03/12 a 19/03/13, vai haver praticamente um sistema de cotas para entrar com o pedido de seleção para o Québec:

grupo 1: quem estuda (ou fez, no mínimo, um curso profissionalizante) no Quebec, quem trabalha lá ou quem tem uma oferta de emprego;

grupo 2: quem tem escolaridade suficiente para marcar 6 pontos, de acordo com a tabela deles (aqui entram apenas profissões selecionadas);
**Observação importante: se você marcar de 12 a 16 pontos por escolaridade, tem chance de entrar no grupo 1**

grupo 3: quem não está em nenhum dos grupos;

investidores: quem tem $$

trabalhadores autônomos e empreendedores: quem tá na luta! :D


=== O que acontece a partir de agora:


grupo 1: pode continuar aplicando livremente;

grupo 2: vai ser reduzido para uma cota de 14.300 aplicantes para o mundo inteiro, durante os próximos 12 meses (por isso, quem não aplicou ainda, deveria fazer isso hoje mesmo!);

grupo 3: vai ter de esperar pelo menos um ano... :/

investidores: 2700 processos serão considerados;

trabalhadores autônomos e empreendedores: a categoria que mais sofre, como a self-employed do federal, serão apenas 215 processos de todos os cantos do planeta!!!
** desabafo pessoal: será que os governos não entendem o tanto que essa classe pode produzir de riqueza e emprego?! **

Por enquanto é isso. Já tenho o CSQ, mas também estão previstas mudanças no processo federal. E o pior é que não tem muito o que fazer, é no susto mesmo, eles publicam as mudanças e pronto! Para tirar dúvidas e ler a nota oficial, clique aqui.

Boa sorte a todos!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sistema de Timelines

Como a ansiedade está grande, resolvi entrar para o Sistema de Timelines do Eric Sobral, do blog Eu no Québec.

Acho que todo mundo que está no processo gosta de checar a timeline dos blogs, pra ver se está mais ou menos na mesma (eu pelo menos faço isso sempre!). Então, achei que nada mais justo do que compartilhar as minhas informações também!

Quem sabe a gente consegue encontrar um padrão nesse processo? Ou pelo menos companheiros de jornada com timelines beeeem parecidas com a nossa, como o Fabricio & Nilian ou a Tania e André Vianna (pena que o meu não é prioritário tbm!)

Boa sorte a todos nós! ;)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Escolhas, mortes e (re)nascimentos...

Há quem diga que cada escolha feita representa a morte de centenas de oportunidades. Na sociedade de hoje, realista, racional, o impalpável "e se..." não é visto como um trunfo de um ser questionador, mas uma "perda de tempo" no processo de formação de uma personalidade "assertiva", "decidida" e "focada". Eu nunca entendi isso muito bem. Talvez porque tenha vênus em gêmeos e queira provar de tudo, talvez porque tenha o clássico medo de errar. Pelo sim e pelo sim(rs), tenho trabalhado na terapia a ideia de que não existe escolha certa ou errada, mas a escolha de cada um, em determinado momento. E tive de aprender a lidar com o que as pessoas pensam sobre as minhas escolhas, porque todo mundo tem direito a ter opinião e nem todo mundo quer se casar com o Canadá (rs).

Até aí tudo bem, mas começou a ficar perigoso quando começaram a questionar o meu afeto em relação às pessoas que me rodeiam, isso me machucou muito. Foi o meu psicólogo que me ajudou a enxergar que o afeto não pode ser limitado à presença. Se assim fosse, deixaríamos de amar quem passou para o plano espiritual? Quem esteve ao nosso lado por anos, mas já não faz parte da nossa rotina diária? Comigo não é assim. Mas algumas escolhas envolvem a distância e a gente tem de encontrar o melhor jeito de contorná-la, seja via carta, cartão postal, e-mail, nextel, skype ou o que for necessário...

O fato é que, em algum momento, todo mundo acaba fazendo escolhas difíceis, que nem todo mundo concorda. Ainda assim, é melhor discordar dos outros do que de si mesmo.

Faz parte do amadurecimento aceitar que cada escolhe envolve, sim, uma morte. Uma não, várias. Mas envolve também uma série de nascimentos. Cada escolha traz, em si, infinitas outras possibilidades. Cabe a cada um olhar para trás ou para frente. Eu cansei de olhar para trás, para o que eu poderia ter sido. Não seria nem justo comigo olhar a Andrea de antes (e julgá-la), com os olhos da Andrea de hoje. É por isso que o Krishnamurti diz que devemos nos focar no presente, no momento. Esta é a única Andrea à qual tenho acesso e, hoje, é ela quem decide. E uma grande decisão está a caminho...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Casamento civil

Terminei o último post dizendo o quanto é difícil deixar uma paixão antiga. E era exatamente isto que o Brasil significava pra mim. Aí, quando vem a saudade, é inevitável, a gente só lembra das coisas boas: das festas, da família, dos amigos, da música, da comida e da alegria que só o Brasil sabe ter.

Eu queria tanto acreditar nele, era capaz de defendê-lo contra qualquer um que ousasse dizer que ele não tinha jeito. Ficava horas no trânsito, trabalhava dignamente, ganhava pouco, estudava mais, fazia tudo direitinho. E por mais que eu visse todo mundo sacaneando o Brasil, não desistia. Tinha pena, sabia do seu potencial, da sua luta e da sua garra para crescer. Também me compadecia de sua dor, da falta de acesso a condições mínimas de saúde e estudo. Sempre soube que seria uma batalha longa e árdua, mas queria fazer a minha parte, mais ou menos como naquela historinha do passarinho que levava água no bico pra apagar o incêndio da floresta...

Mas o passarinho congelou. Já não conseguia viver sem esperanças, sem acreditar no que estava fazendo. Já não era exemplo pra ninguém. Ficou fraco, fora de forma, deprimido, cada vez mais só. Olhou a sua volta e viu que, enquanto estava tentando apagar o fogo na floresta, os outros riam, dançavam e ainda colocavam mais fogo nas labaredas. E quando chegou a este estágio de solidão, imediatamente se lembrou do antigo namorado que havia deixado para trás, o Canadá.

Para não perder mais tempo, o passarinho (ou melhor, a passarinha aqui) decidiu entrar com o pedido de casamento de uma vez por todas: deu entrada no formulário de imigração. Foi num dia de chuva, sem romance, nada de especial. Entrou numa fila do correio, entregou os papéis e saiu, sentindo medo e alívio ao mesmo tempo.

A resposta demorou e depois soube que a entrada só foi dada no mês seguinte (todo mundo anda querendo casar com o Canadá!). Dali em diante, com um pouco de sorte, os planos seriam: uma pequena lua de mel, os preparativos para o casamento civil e, finalmente, o casamento religioso, seguido de uma grande festa!
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