Finalmente os documentos chegaram, só preciso esperar a notificação oficial do recebimento. Começa, mais uma vez, a espera.
“Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça”, já dizia o escritor Mário Quintana.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Decisão tomada
Não se sabe exatamente como as aves migratórias encontram o caminho para suas futuras casas. Alguns estudos sugerem que elas usam o sol e as estrelas para navegar, outros acreditam que sigam os campos magnéticos da Terra. Mas o importante é que elas chegam lá...
Está feito. Depois de ouvir o sim do Sr. Leblanc, a passarinha congelada aqui resolveu apostar no processo de imigração por Québec e desistir de vez(I know...) do processo de Vancouver.
Foram 16 meses esperando o pedido de documentos, que deveria acontecer em dezembro, mas como muitos internautas alertaram, as coisas não são tão simples assim. O processo de self-employed não é prioridade para o setor de imigração e pode levar anos pra desenrolar. Pelo sim e pelo não, era preferível adiar um pouquinho o encontro com o Canadá a perder todo o investimento feito num processo sem data para começar.
Agora o que está feito, está feito. Foi dada a entrada no processo federal por Québec, o que, oficialmente, zera a contagem!
Esta passarinha pode até não saber qual é o melhor caminho, mas sabe bem onde quer chegar. Por mais que ainda pareça tão longe, o Canadá continua sendo o seu destino e ela não cansa de esperar!
Está feito. Depois de ouvir o sim do Sr. Leblanc, a passarinha congelada aqui resolveu apostar no processo de imigração por Québec e desistir de vez(I know...) do processo de Vancouver.
Foram 16 meses esperando o pedido de documentos, que deveria acontecer em dezembro, mas como muitos internautas alertaram, as coisas não são tão simples assim. O processo de self-employed não é prioridade para o setor de imigração e pode levar anos pra desenrolar. Pelo sim e pelo não, era preferível adiar um pouquinho o encontro com o Canadá a perder todo o investimento feito num processo sem data para começar.
Agora o que está feito, está feito. Foi dada a entrada no processo federal por Québec, o que, oficialmente, zera a contagem!
Esta passarinha pode até não saber qual é o melhor caminho, mas sabe bem onde quer chegar. Por mais que ainda pareça tão longe, o Canadá continua sendo o seu destino e ela não cansa de esperar!
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Escolhas, mortes e (re)nascimentos...
Há quem diga que cada escolha feita representa a morte de centenas de oportunidades. Na sociedade de hoje, realista, racional, o impalpável "e se..." não é visto como um trunfo de um ser questionador, mas uma "perda de tempo" no processo de formação de uma personalidade "assertiva", "decidida" e "focada". Eu nunca entendi isso muito bem. Talvez porque tenha vênus em gêmeos e queira provar de tudo, talvez porque tenha o clássico medo de errar. Pelo sim e pelo sim(rs), tenho trabalhado na terapia a ideia de que não existe escolha certa ou errada, mas a escolha de cada um, em determinado momento. E tive de aprender a lidar com o que as pessoas pensam sobre as minhas escolhas, porque todo mundo tem direito a ter opinião e nem todo mundo quer se casar com o Canadá (rs).
Até aí tudo bem, mas começou a ficar perigoso quando começaram a questionar o meu afeto em relação às pessoas que me rodeiam, isso me machucou muito. Foi o meu psicólogo que me ajudou a enxergar que o afeto não pode ser limitado à presença. Se assim fosse, deixaríamos de amar quem passou para o plano espiritual? Quem esteve ao nosso lado por anos, mas já não faz parte da nossa rotina diária? Comigo não é assim. Mas algumas escolhas envolvem a distância e a gente tem de encontrar o melhor jeito de contorná-la, seja via carta, cartão postal, e-mail, nextel, skype ou o que for necessário...
O fato é que, em algum momento, todo mundo acaba fazendo escolhas difíceis, que nem todo mundo concorda. Ainda assim, é melhor discordar dos outros do que de si mesmo.
Faz parte do amadurecimento aceitar que cada escolhe envolve, sim, uma morte. Uma não, várias. Mas envolve também uma série de nascimentos. Cada escolha traz, em si, infinitas outras possibilidades. Cabe a cada um olhar para trás ou para frente. Eu cansei de olhar para trás, para o que eu poderia ter sido. Não seria nem justo comigo olhar a Andrea de antes (e julgá-la), com os olhos da Andrea de hoje. É por isso que o Krishnamurti diz que devemos nos focar no presente, no momento. Esta é a única Andrea à qual tenho acesso e, hoje, é ela quem decide. E uma grande decisão está a caminho...
Até aí tudo bem, mas começou a ficar perigoso quando começaram a questionar o meu afeto em relação às pessoas que me rodeiam, isso me machucou muito. Foi o meu psicólogo que me ajudou a enxergar que o afeto não pode ser limitado à presença. Se assim fosse, deixaríamos de amar quem passou para o plano espiritual? Quem esteve ao nosso lado por anos, mas já não faz parte da nossa rotina diária? Comigo não é assim. Mas algumas escolhas envolvem a distância e a gente tem de encontrar o melhor jeito de contorná-la, seja via carta, cartão postal, e-mail, nextel, skype ou o que for necessário...
O fato é que, em algum momento, todo mundo acaba fazendo escolhas difíceis, que nem todo mundo concorda. Ainda assim, é melhor discordar dos outros do que de si mesmo.
Faz parte do amadurecimento aceitar que cada escolhe envolve, sim, uma morte. Uma não, várias. Mas envolve também uma série de nascimentos. Cada escolha traz, em si, infinitas outras possibilidades. Cabe a cada um olhar para trás ou para frente. Eu cansei de olhar para trás, para o que eu poderia ter sido. Não seria nem justo comigo olhar a Andrea de antes (e julgá-la), com os olhos da Andrea de hoje. É por isso que o Krishnamurti diz que devemos nos focar no presente, no momento. Esta é a única Andrea à qual tenho acesso e, hoje, é ela quem decide. E uma grande decisão está a caminho...
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Mudança de Planos
A lua de mel passou num piscar de olhos. Nem acredito que já voltei ao Brasil e tão diferente do que era quando comecei este blog.
Pra começar, Montreal me surpreendeu de tal maneira, que a viagem de março passou para abril, e de abril passou para maio e, não havendo remédio, restou a esperança do retorno imediato no mês que vem.
Tenho muito o que compartilhar sobre esta cidade linda e cativante. E muito o que dizer da minha própria experiência no Canadá. A tal ponto que estou prestes a mudar meu processo, zerar a contagem e começar tudo outra vez. Agora por Quebec!
Conheci 2 Canadás distintos, ou melhor, um lado novo deste meu noivo, que tem MUITO a ver comigo! J'aime Montreal!
Aguardem novidades...
Pra começar, Montreal me surpreendeu de tal maneira, que a viagem de março passou para abril, e de abril passou para maio e, não havendo remédio, restou a esperança do retorno imediato no mês que vem.
Tenho muito o que compartilhar sobre esta cidade linda e cativante. E muito o que dizer da minha própria experiência no Canadá. A tal ponto que estou prestes a mudar meu processo, zerar a contagem e começar tudo outra vez. Agora por Quebec!
Conheci 2 Canadás distintos, ou melhor, um lado novo deste meu noivo, que tem MUITO a ver comigo! J'aime Montreal!
Aguardem novidades...
domingo, 24 de outubro de 2010
Ausência assimilada
“Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.”
É isso. A ausência não é falta. A falta nos come vivos. A ausência, por mais paradoxal que pareça, nos preenche.
É isso. A ausência não é falta. A falta nos come vivos. A ausência, por mais paradoxal que pareça, nos preenche.
Aniversário de 5 dias!
Cheguei há cinco dias.
No primeiro, fiquei desorientada. Não sabia se acomodava as roupas no novo quarto, se comia, se dormia ou se aproveitava para conhecer a vizinhança antes de escurecer. Acabei fazendo um pouco de cada, e nada direito. E antes de matar a minha própria curiosidade, entrei na internet para matar a curiosidade dos mais próximos, que já estavam agoniados com a minha demora.
No segundo dia, fui conhecer a cidade. Tomei um banho demorado e fui para downtown. A roupa aguentou o frio (camiseta de algodão, cacharrel de lã, blusa térmica e casaco, acompanhados de um jeans com meia fio 110, gorro, luvas e cachecol). Acho que exagerei, nem era inverno ainda. O sufoco é que depois de entrar no ônibus quente, no metrô quente, na lojinha quente, na escola quente... dá uma vontade danada de sentir o friozinho de novo.
O frio daqui é um frio que vicia, dá uma sensação de limpeza e liberdade, que o calor não dá. É um frio bom sentir, diferente do frio que te derruba no Brasil, que não te deixa sair debaixo das cobertas...
Aproveitei pra visitar a escola de francês, o YMCA, e descobri que mais parece um clube, com direito a cheirinho de Fórmula e tudo mais. Também troquei uns dólares no Bureau de Change e almocei no Anton e James, um restaurante muito agradável, com um som legal de fundo, que fez com que me sentisse em NY.
Mais tarde, olhei as vitrines da rua Ste-Catherine (a Robson de Montreal) e jantei com a Cris, que conheci no avião. Fomos ao La Medusa, um italiano com péssimo serviço e comida mais ou menos. Não fosse por um senhor muito simpático que se sentou na mesa ao lado, a noite teria sido um fiasco. Ele nos disse que aquele era o restaurante favorito da Celine Dion (se for, ela precisa conhecer a Pasquale).
No terceiro dia, fui conhecer a região que mais me agradou no vídeo espetacular do tourisme-montreal, o Vieux Port. A visita só confirmou minhs expectativas: o bairro é lindo (eu conto mais em outro post) e o frio é de lascar!
Foi então que decidi comprar a jaqueta de inverno (queria comprar uma 80% duvet, como os brasileiros recomendaram, mas não resisti a uma weekend sale da Sears!). No quarto dia acabei comprando na loja do Carrefour Angrignon que tinha um casaco em promoção de 300 por 150 dólares! Só tem 65% duvet, mas a Marie -da minha homestay- me jurou que segura o frio). Agora só faltam as botas!
* Quem chega ao Canadá no verão, deve aproveitar pra comprar os casacos Canada Goose enquanto estão em oferta. No final do ano os preços aumentam, e aí só quem tem muita grana mesmo pra pagar U$500 dólares no "brinquedo" (não que não compense no fim das contas...mas que dói, dói!)
E agora, no quinto dia, vou conhecer a Catedral de Notre Dame com a Desiree. Depois eu conto mais!
No primeiro, fiquei desorientada. Não sabia se acomodava as roupas no novo quarto, se comia, se dormia ou se aproveitava para conhecer a vizinhança antes de escurecer. Acabei fazendo um pouco de cada, e nada direito. E antes de matar a minha própria curiosidade, entrei na internet para matar a curiosidade dos mais próximos, que já estavam agoniados com a minha demora.
No segundo dia, fui conhecer a cidade. Tomei um banho demorado e fui para downtown. A roupa aguentou o frio (camiseta de algodão, cacharrel de lã, blusa térmica e casaco, acompanhados de um jeans com meia fio 110, gorro, luvas e cachecol). Acho que exagerei, nem era inverno ainda. O sufoco é que depois de entrar no ônibus quente, no metrô quente, na lojinha quente, na escola quente... dá uma vontade danada de sentir o friozinho de novo.
O frio daqui é um frio que vicia, dá uma sensação de limpeza e liberdade, que o calor não dá. É um frio bom sentir, diferente do frio que te derruba no Brasil, que não te deixa sair debaixo das cobertas...
Aproveitei pra visitar a escola de francês, o YMCA, e descobri que mais parece um clube, com direito a cheirinho de Fórmula e tudo mais. Também troquei uns dólares no Bureau de Change e almocei no Anton e James, um restaurante muito agradável, com um som legal de fundo, que fez com que me sentisse em NY.
Mais tarde, olhei as vitrines da rua Ste-Catherine (a Robson de Montreal) e jantei com a Cris, que conheci no avião. Fomos ao La Medusa, um italiano com péssimo serviço e comida mais ou menos. Não fosse por um senhor muito simpático que se sentou na mesa ao lado, a noite teria sido um fiasco. Ele nos disse que aquele era o restaurante favorito da Celine Dion (se for, ela precisa conhecer a Pasquale).
No terceiro dia, fui conhecer a região que mais me agradou no vídeo espetacular do tourisme-montreal, o Vieux Port. A visita só confirmou minhs expectativas: o bairro é lindo (eu conto mais em outro post) e o frio é de lascar!
Foi então que decidi comprar a jaqueta de inverno (queria comprar uma 80% duvet, como os brasileiros recomendaram, mas não resisti a uma weekend sale da Sears!). No quarto dia acabei comprando na loja do Carrefour Angrignon que tinha um casaco em promoção de 300 por 150 dólares! Só tem 65% duvet, mas a Marie -da minha homestay- me jurou que segura o frio). Agora só faltam as botas!
* Quem chega ao Canadá no verão, deve aproveitar pra comprar os casacos Canada Goose enquanto estão em oferta. No final do ano os preços aumentam, e aí só quem tem muita grana mesmo pra pagar U$500 dólares no "brinquedo" (não que não compense no fim das contas...mas que dói, dói!)
E agora, no quinto dia, vou conhecer a Catedral de Notre Dame com a Desiree. Depois eu conto mais!
A individuação...
"Em vez de ficar com a casca mais grossa, me acontece o contrário: perco a pele, tenho de esperar outra vir já contendo essa nova experiência. E cada nova experiência me traz algo que me permite enxergar com mais amplitude o mundo de fora, porque o horizonte que me habita se tornou mais largo." Eliane Brum
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
O reencontro!
"A palavra felicidade é apresentada em quase todas as línguas, diz Lacan, em termos de reencontro. Em francês, ela joga com o termo bonheur e sua decomposição em bon (boa) heur (sorte, fortuna) - assim, felicidade é também um bom presságio, um bom reencontro, tem a dimensão de augúrio. No inglês, em happiness há happen que é um acontecimento, um encontro, marcando o caráter feliz da coisa. O que se acentua, principalmente, como vindo da própria palavra, é essa condição de reencontro, de sorte, presságio, algo por advir."
Li isso aqui, por acaso, enquanto buscava a tradução da palavra reencontro para o francês.
Foi em Toronto, no YYZ que a passarinha aqui reencontrou o Canadá. O coração bateu forte, não sabia se iria me aceitar de volta...
Oui. Aceitou!
"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida", já dizia Vinicius. E é engraçado ver tanta gente passando por encontros e desencontros parecidos.
No rádio do taxi tocou Águas de Março, em francês.
Li isso aqui, por acaso, enquanto buscava a tradução da palavra reencontro para o francês.
Foi em Toronto, no YYZ que a passarinha aqui reencontrou o Canadá. O coração bateu forte, não sabia se iria me aceitar de volta...
Oui. Aceitou!
"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida", já dizia Vinicius. E é engraçado ver tanta gente passando por encontros e desencontros parecidos.
No rádio do taxi tocou Águas de Março, em francês.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Preparativos para a lua de mel
Estava decidido: a lua de mel duraria até março. Visto em mãos, passagens compradas, era hora de começar a dizer adeus. Ai que palavrinha difícil! Vem carregada com um medo horrível do desconhecido e das escolhas definitivas...
Despedir-se das coisas (do apartamento, do carro etc), tudo isso doeu, mas deu pra segurar. Aliás, nem se compara à dor permanente da despedida das pessoas, que aumenta com o peso da distância que se impõe e com a vontade absurda de levar o mundo inteiro com a gente!
Não queria ser chata, ficar dizendo o tempo inteiro que o Canadá era um melhor partido. Não gosto de comparações assim, vazias, subjetivas. No fundo eu sabia que o melhor pra mim, talvez não significasse o melhor para os que me rodeavam. Mas eu insistia. Com a licença de que, quando a gente tá apaixonado, o nosso namorado (ou noivo, neste caso), parece-nos o melhor partido do mundo! E a gente fala isso sem conhecer quase nada, porque não importa, não há espaço para ser melhor. O espaço havia sido ocupado.
Começaram, então, as pesquisas. Caramba! QUANTOS BLOGS LEGAIS SOBRE O CANADÁ! Quanto mais a gente lê, mais vemos pessoas parecidas com a gente, sentindo a mesma necessidade (porque já deixou de ser apenas vontade faz tempo!).
Aliás, o processo de imigração tem dessas... demora tanto e requer tanto empenho, que quem chega até o final é porque quer DE VERDADE!
As pesquisas foram importantes. Falta muito tempo para o processo acontecer, mas para a lua de mel falta menos de uma semana. Algumas roupas já foram compradas, outras só lá mesmo. As malas estão quase prontas. O próximo post, deve ser de lá!
The frozen bird will meet her fiance! Enchanté!
Despedir-se das coisas (do apartamento, do carro etc), tudo isso doeu, mas deu pra segurar. Aliás, nem se compara à dor permanente da despedida das pessoas, que aumenta com o peso da distância que se impõe e com a vontade absurda de levar o mundo inteiro com a gente!
Não queria ser chata, ficar dizendo o tempo inteiro que o Canadá era um melhor partido. Não gosto de comparações assim, vazias, subjetivas. No fundo eu sabia que o melhor pra mim, talvez não significasse o melhor para os que me rodeavam. Mas eu insistia. Com a licença de que, quando a gente tá apaixonado, o nosso namorado (ou noivo, neste caso), parece-nos o melhor partido do mundo! E a gente fala isso sem conhecer quase nada, porque não importa, não há espaço para ser melhor. O espaço havia sido ocupado.
Começaram, então, as pesquisas. Caramba! QUANTOS BLOGS LEGAIS SOBRE O CANADÁ! Quanto mais a gente lê, mais vemos pessoas parecidas com a gente, sentindo a mesma necessidade (porque já deixou de ser apenas vontade faz tempo!).
Aliás, o processo de imigração tem dessas... demora tanto e requer tanto empenho, que quem chega até o final é porque quer DE VERDADE!
As pesquisas foram importantes. Falta muito tempo para o processo acontecer, mas para a lua de mel falta menos de uma semana. Algumas roupas já foram compradas, outras só lá mesmo. As malas estão quase prontas. O próximo post, deve ser de lá!
The frozen bird will meet her fiance! Enchanté!
O dia da noiva
É engraçado pensar em um passarinho fêmea que tenha um dia de noiva. Mas eu tive.
Depois que agendei a viagem para Montreal, o cabeleireiro ligou e disse que eu ganharia uma lavagem, uma escova e uma maquiagem, para uma foto em homenagem às mulheres.
Claro que eu fui, estava precisando. E foi muito bom. Aproveitei para disfarçar as minhas luzes no tom original do cabelo. No Canadá, pra manter o look acaba saindo caro. Aliás, cabeleireiras do Brasil, tem um mercado enorme no Canadá!
No fim do dia, com tudo pronto, chegou o momento da foto. E, como não poderia deixar de ser, a minha alma transpareceu. Dava pra sentir uma certa desilusão no olhar, mas via-se também a determinação e a certeza inocente de que "desta vez tudo daria certo"...
Talvez fosse uma certeza inocente (como são todas as certezas), mas não importa. Era uma certeza.
E não valeria a pena me casar, se ela não estivesse ali.
Depois que agendei a viagem para Montreal, o cabeleireiro ligou e disse que eu ganharia uma lavagem, uma escova e uma maquiagem, para uma foto em homenagem às mulheres.
Claro que eu fui, estava precisando. E foi muito bom. Aproveitei para disfarçar as minhas luzes no tom original do cabelo. No Canadá, pra manter o look acaba saindo caro. Aliás, cabeleireiras do Brasil, tem um mercado enorme no Canadá!
No fim do dia, com tudo pronto, chegou o momento da foto. E, como não poderia deixar de ser, a minha alma transpareceu. Dava pra sentir uma certa desilusão no olhar, mas via-se também a determinação e a certeza inocente de que "desta vez tudo daria certo"...
Talvez fosse uma certeza inocente (como são todas as certezas), mas não importa. Era uma certeza.
E não valeria a pena me casar, se ela não estivesse ali.
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